Guia de Nós de Pesca

07 Jan

Selecionamos alguns dos nós mais usados na pesca, são apenas informações referenciais que podem te auxiliar para executar um nó seguro e prático, porém, a escolha do nó ideal depende da preferência de cada pescador.

Na maioria dos nós únicos, conseguimos uma resistência de até 90 % a ruptura da linha no nó. Para melhor ilustrar, além dos 13 exemplos abaixo, colocamos no final da página alguns nós de pesca animados.

CLIQUE NA IMAGEM PARA VER OS NÓS ANIMADOS

animacao-de-nos

 
 

 

Nó Único Nó de Sangue Nó Trilene Nó Albright
Nó de Sangue Compensado Nó Palomar Nó Para Iscas Artificiais Nó Para Empate de Anzóis Com Pata
Nó Homer Rhode Loop Nó Oito Nó Surgeon Ring Knot
Nó Para Carretel      
 
 

Nó Único
Nó Único

 

  1. Passe a linha pelo olho do anzol e faça uma laçada;
  2. Dê 4 ou 5 voltas sobre os segmentos que passaram pelo olho;
  3. Puxe a sobra e aperte até formar o corpo do nó;
  4. Dê o aperto final, puxando pela linha principal e apare as pontas.

 

 
 

Nó de Sangue

É um tipo de nó muito interessante para ser usado em emendas de linha. Fácil de ser executado, ele apresenta a particularidade de conservar bem a resistência natural da linha. Seu inconveniente é o fato de que só deve ser usado para unir linhas de diâmetros muito próximos. Com certeza é a melhor opção para emendar a linha após “aquela cabeleira com final trágico”… Ao final apare as pontas.

Nó de Sangue

  1. Firme as pontas que serão unidas;
  2. Entrelace a extremidade direita e volte pelo centro; faça o mesmo com a outra ponta;
  3. Firme as sobras e puxe as duas partes das linhas em sentido contrário.

 

 
 

Nó Trilene

Próprio para atar extremidades, ele é uma das melhores opções para se prender o anzol, o snap ou o girador à sua linha. Isso porque tem a propriedade de conservar quase que 100% da resistência original da linha. Além disso, para se atar um trilene não existem complicações. É só aparar rente as pontas.

Nó Trilene

  1. Passe a linha duas vezes pelo olho do anzol;
  2. Dê 4 ou 5 voltas na linha e passe sua ponta pelo arco formado;
  3. Aperte bem e apare as pontas.

 

 
 

Nó Albright

Este talvez seja o nó mais difícil de se fazer. Contudo, é um dos mais usados pelos pescadores para atar os seus leaderes. Algumas características do albright justificam essa preferência. Ele pode ser usado para atar linhas de diâmetros muito diferentes e para atar a linha a um empate de aço encapado.

E para completar, é um dos nós que mais preservam a resistência original da linha (dentre os usados para emendas). Para atar um bom albright, as melhores dicas são paciência e muita atenção para a ordem de puxar cada laçada.

Nó Albright

 

 
 

Nó de Sangue Compensado

Esta é apenas uma variação do nó de sangue simples. O interessante deste nó é que a compensação do número de voltas, no lado da linha fina, tende a equilibrá-lo e evitar que a desigualdade das laçadas cause o “amassamento” e,
conseqüentemente, o enfraquecimento da linha fina.

Com isso, ele pode também ser usado para unir linhas de diâmetros diferentes, o que não era recomendado para o “blood knot” simples. Portanto, se você gostou e se deu bem com o nó de sangue, o nó compensado é uma ótima opção.

Nó de Sangue Compensado

 

 
 

Nó Palomar

Um nó de confecção simples para atar extremidades. Talvez seja o preferido da maioria dos pescadores para essa situação, porque realmente apresenta algumas vantagens. Uma delas é a particularidade de entrar em contato com a extremidade unida (anzol, snap, girador) com duas voltas da linha, isto é, a linha passa dobrada pelo aro onde é amarrada.

Além de apresentar resistência extra, devido à laçada de união que é dobrada, o palomar ainda tem as ótimas características de não enfraquecer a linha e de nunca se desfazer, se bem apertado, o que pode ocorrer com outros nós.

Um cuidado que deve se tomar é de não usar este nó para linhas muito grossas (acima de 0,60 mm), pois as laçadas não se ajustam adequadamente e o resultado final não é bom neste caso.

Este nó é usado para atar linha a um terminal, principalmente com linhas multifilamento.

Nó Palomar

  1. Faça uma alça de 25 centímetros e passe a linha dupla por dentro do olho de qualquer objeto que se deseje prender;
  2. Logo após faça uma meia volta com a linha dupla. Se possível evite que as linhas se enrolem nesta etapa;
  3. Passe o objeto desejado por dentro da laçada da linha dupla, um pouco além da meia volta;
  4. Puxe a ponta da linha e a linha principal até que o nó fique bem apertado. Corte a ponta da linha uns dois milímetros depois do olho do objeto.

 

 
 

 Nó para Iscas Artificiais

Nó Para Iscas Artificiais

  1. Passe a ponta da alça pela argola do girador. Dê uma meia volta na ponta da alça antes da operação seguinte.
  2. Passe a ponta da alça sobre o girador e, com a mão direita, segure-a junto às outras duas pernadas que vão para a vara de pesca.
  3. Segurando o girador com a mão esquerda, faça com que ele gire pelo menos seis voltas pelo centro das duas alças.
  4. Mantendo seguras as duas pernadas principais com a mão direita, para apertar esse nó é necessários dois movimentos a serem feitos alternados: primeiro, puxe-as duas pernadas num sentido e o girador noutro, depois, puxe as voltas visando encosta-las na argola do girador. O alicate é conveniente para o aperto final.

 

 
 

 Nó para Empate de Anzóis com Pata

Nó Para Empate de Anzóis Com Pata

  1. Segurando as duas partes da linha junto à pata do anzol com uma mão, com a outra pegue a parte do círculo mais próxima da curva do anzol e enrole bem justo as duas linhas linhas e a haste do anzol, no sentido da curva da pata;
  2. Segurando as espirais no lugar com uma mão, puxe com a outra a ponta da linha apenas até o nó encostar;
  3. Ajuste as espirais formadas junto à pata do anzol, lubrifique e aperte o nó puxando as duas partes da linha em sentidos opostos. Corte a ponta da linha rente ao nó.

 

 
 

Nó Homer Rhode Loop

Este é um nó fácil de ser feito e que pode ser utilizado com anzóis, plugs, colheres e outras iscas artificiais. Sua principal característica é permitir um melhor trabalho da isca, pois através de um alça (loop) formada entre o nó e o olho do anzol os movimentos da isca tornam-se mais livres, atraindo a curiosidade dos peixes.

O Homer Rhode Loop é um nó bastante resistente e quando feito corretamente, torna-se ideal para agüentar a briga com peixes grandes. Pode ser feito com linha pesada, como a de 100 lb ou até mais.

Nó Homer Rhode Loop

  1. Faça um laço através de uma meia-volta, cerca de 10 cm acima da ponta da linha. Em seguida, introduza a linha pelo olho do anzol (ou isca artificial);
  2. Depois, passe a ponta da linha por dentro do laço e então aperte um pouco este primeiro nó, encostando-o ao anzol. Não é necessário apertar forte;
  3. Um segundo nó será feito, passando a ponta da linha em torno da principal. Este nó deve ser apertado com bastante força (um alicate pode ajudar a dar maior firmeza);
  4. Finalmente, puxe a linha principal para efetuar a união dos dois nós, que será feita a alguns centímetros do olho do anzol. Passar um pouco de saliva na linha, antes de correr os nós.

 

 
 

Nó “Oito”

Quanto maior a força execercida nas pontas (chicotes) maior a firmeza do nó. Relativamente fácil de desatar mesmo após grandes pressões.

Nó Oito

 

 
 

Nó Surgeon

Nó Surgeon

  1. Sobreponha as linhas em 8 a 10 cm;
  2. Tratando os dois como uma única linha, faça um nó puxando o líder inteiro através do laço;
  3. Deixando o laço do nó aberto, puxe as extremidades da linha e do líder completamente outra vez;
  4. Prenda ambas as linhas e ambas as extremidades para apertar o nó. Apare bem rente para evitar que prenda nos passadores da vara.

 

 
 

Ring Knot

Embora seja um pouco cansativo de amarrar, este nó oferece ótima resistência. É similar a um nó de sangue normal, porém, com mais envoltórios pode impedir que a linha deslize.

Nó Ring Knot

 

 
 


Nó Para Carretel

Forme um laço dobrando a ponta da linha e atando um nó de três voltas. Abra a pega-linha do molinete ou carretilha e passe o laço em torno do carretel. Com a carretilha, a linha deve ser passada pelo carretel, antes de atar-se o nó.

Puxe a linha principal para apertar o nó no carretel e, por último, corte a ponta da linha junto ao nó.

Nó Para Carretel

 

 
 

Animação de Nós de Pesca

 

Período de piracema nos rios do Mato Grosso segue até o dia 31 de janeiro

07 Jan

Desde o dia 1º de outubro, está valendo o período de defeso da piracema no Estado de Mato Grosso, que proíbe à pesca amadora e profissional até o dia 31 de janeiro de 2021, incluindo os rios das Bacias Hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins.

 

Neste período é permitida apenas a pesca de subsistência, desembarcada, que é aquela praticada artesanalmente por populações ribeirinhas ou tradicionais para garantir a alimentação familiar, sem fins comerciais.

Para os ribeirinhos é permitida a cota diária de três quilos e um exemplar de qualquer peso por pescador, respeitando os tamanhos mínimos de captura, estabelecidos pela legislação para cada espécie. O transporte e comercialização proveniente da pesca de subsistência também fica proibido.

 

A definição do período da piracema é embasado na legislação de pesca e no manejo dos recursos pesqueiros, realizados por meio de estudos da biologia das espécies mais importantes, incluindo época, idade, tamanho, tipo de reprodução, estudos de crescimento e de estrutura da população de peixes e estudos de dinâmica de populações, que incluem estimativas de taxas de crescimento e de mortalidade populacional.

A Resolução do Conselho Estadual de Pesca (Cepesca), que determina o período de defesa da piracema nos rios de Mato Grosso, foi publicada no Diário Oficial no dia 26 de junho de 2020.

PESCA ESPORTIVA: Qual o papel para o desenvolvimento sustentável?

07 Jan

Falar em pesca esportiva sem relacionar à preservação é como pensar em futebol sem bola, surf sem prancha ou, em uma analogia mais próxima, em hipismo sem cuidados com os cavalos. O peixe precisa não só estar saudável, como viver em um ambiente ecologicamente equilibrado.

É por isso que a pesca esportiva não se resume ao pesque e solte. Quem é pescador de verdade, sabe que precisa respeitar todo o ecossistema que sustenta a dinâmica da pesca. E não só porque o peixe é essencial para o esporte, mas porque compreende cada um dos pilares.

E é aqui que o desenvolvimento sustentável entra em jogo! Basicamente, são os avanços capazes de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer as gerações futuras. Em linhas gerais, há o reconhecimento de que os recursos naturais um dia vão acabar, e aí se começa a usar eles com mais inteligência.

Com o lema “Ninguém pode ficar de fora”, o desenvolvimento sustentável foi construído com base em cinco áreas de importância para a humanidade e para o mundo, os chamados “5 P’s”: Pessoas, Prosperidade, Paz, Parcerias e Planeta.

E se você quer saber o que a pesca esportiva tem a ver com isso, a resposta é: absolutamente tudo! Isso porque o pesque e solte contempla os cinco critérios, e nada melhor do que lembrar de cada um desses aspectos. Bora conferir como eles se aplicam?

Pessoas

O pesque solte vem se apresentando como uma alternativa para as populações ribeirinhas, que podem trabalhar com o turismo de pesca nas regiões onde vivem. Aqui vale lembrar que o objetivo não é mudar as características sociais dessas pessoas, mas oferecer uma opção para melhorar a vida delas, caso desejem.

Assim, com a pesca esportiva, todo mundo sai ganhando: é possível trabalhar como guia de pesca, guia de turismo, com produção de iscas naturais, entre tantas outras alternativas.

Prosperidade

Há toda uma indústria em torno do mercado da pesca esportiva: o turismo de pesca, insumos, náutica, motores de embarcações de pesca, vestuário, enfim, tudo que vai servir para o pescador e para as pousadas.

E é claro que isso gera movimentação econômica com impactos diretos em toda a cadeia social. Dessa forma, a atividade contribui para a sociedade prosperar e se desenvolver.  

Paz

Há determinadas áreas em que a pesca só é permitida para os povos nativos, e não é incomum que isso gere alguns conflitos, já que existe o interesse de sujeitos de fora dessas comunidades em explorar esses locais. A pesca esportiva, aqui, surge como uma maneira de apaziguar possíveis embates

Um exemplo é que hoje já existem casos de cooperação entre operações de pesca e povos indígenas. Esses projetos são acompanhados por ONGs e instituições que fiscalizam as pousadas para que elas viabilizem somente práticas de pesque e solte.

Parcerias

Como essas iniciativas pacíficas têm também um foco social por trás, os povos indígenas, em contrapartida, recebem assistência médica e odontológica, além de manutenção de aspectos culturais e ensino.

Aí também estão as parcerias: governo, operadores de pesca, iniciativa privada, organizações independentes e povos tradicionais atuando em conjunto em prol de objetivos em comum. Isso demonstra que nada funciona sozinho, e que quanto mais atores sociais estiverem envolvidos, maiores as chances de uma iniciativa dar certo.

Planeta

A partir do momento que se compreende que os recursos do planeta são finitos, o uso deles precisa ser feito de forma sustentável e com responsabilidade ambiental. Isso inclui a exploração consciente do recurso animal, que, no caso da pesca esportiva, é o peixe. 

Mas simplesmente manter o peixe vivo não é suficiente para a conservação. Isso porque o peixe não existe isolado do todo - ele faz parte de um ecossistema, de um bioma, e sem floresta preservada, sem água de qualidade, sem fauna saudável, não há equilíbrio ambiental. E, por consequência, não existiriam peixes. 

Por isso, o pesque e solte deve ser cada vez mais pensado como um meio para proteger a natureza e os animais, e encarar o nosso esporte como uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável é pensar de verdade que somos parte desse todo.

E você, já tinha pensado nesse potencial?